domingo, 10 de agosto de 2008

O Barbeiro de Picasso

É um fato público que Pablo Picasso era muito supersticioso. Certa vez praticamente obrigou o fotógrafo Rene Burri a sentar-se numa mesa em que estava com um grupo de amigos, apenas para que o número de convidados não fosse ímpar.


Picasso tinha um particular receio: que algum fio de seu cabelo fosse utilizado por uma de suas muitas mulheres, amantes e ex-mulheres ciumentas para fins de bruxaria, maldições e afins. O artista, portanto, precisava ser muito cuidado na hora de cortar a não-tão-vasta cabeleira. É ai que entra figura de Eugenio Arias, o Barbeiro de Picasso, o homem que por mais de 30 anos teve acesso exclusivo à cabeça do gênio. Arias era o único barbeiro que podia realizar a tarefa, contanto que não deixasse vestígio algum após o corte. Para assegurar-se que o humilde Eugenio conseguisse chegar a qualquer uma de suas muitas casas espalhadas pela Europa, Picasso deu um carro (!) para seu barbeiro particular. Além do carro, presentou o amigo com um estojo de madeira entalhado para que o barbeiro pudesse guardar suas tesouras e navalhas.


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